"Doce Ardor" de Patty Kirsche

quinta-feira, junho 09, 2011

"Doce Ardor" - Livro 1 da série Pimenta e Cereja
Autora: Patty Kirsche
Editora: produção independente
389 páginas

Sinopse: Ser uma agente secreta não é nada fácil. Blutig Pfeffer luta contra o mal, mas conquista muitos inimigos. Entre enfrentar malfeitores e evitar as armadilhas de quem a quer morta a qualquer custo, ela ainda arranja tempo para se apaixonar. Num mundo onde magia existe, humanos e seres sobrenaturais convivem amparados por acordos que nem sempre são respeitados. Este é o mundo da série "Pimenta e Cereja". Em "Doce Ardor", primeiro volume da série, Blutig Pfeffer acorda de um coma e percebe que não se lembra de muita coisa além de ser uma agente secreta. Contando apenas com sua perspicácia e experiência, ela precisa correr atrás de seu passado; sem chamar atenção, porém, de seu impulsivo chefe: o atraente Ricardo Boero. Sendo perseguida pela líder do crime Dirty Cinnamon e investigando uma cruel rede de prostituição, ela é ainda assediada pelo misterioso vampiro Hades, que alega saber a verdade. Suas amigas e colegas de trabalho Criazul e Nite Owl a acompanham nesta aventura. E agora, em quem Pfeffer pode confiar?


A história de Doce Ardor conta a vida de Blutig Pfeffer, uma linda jovem, na casa dos vinte anos, que trabalha como agente secreta para a organização Eremitas Urbanos. Esta, de certa forma, é responsável por fazer o certo mesmo que de forma ilegal, ou seja, resolver casos muitas vezes absolvidos ou ignorados pela justiça convencional. Só um detalhe: a história se passa no Brasil (com cenário, principalmente, em São Paulo), logo não faltam casos de corrupção, tráfico, vingança, quadrilha e bandidos de todo tipo. Esse lado policial da história é misturado com a fantasia que a autora lançou mão para incrementar a trama. A cidade de São Paulo descrita por Patty é enriquecida com seres sobrenaturais – vampiros e fadas, por exemplo – que convivem com os humanos de forma natural. Não há lendas de que eles existam; eles de fato existem e dividem o mundo com os seres humanos. 

É nesse lugar que a história se passará. Blutig, uma agente super capacitada e eficiente – uma das mais importantes da organização – juntamente com suas melhores amigas, também agentes, Nite Owl e Criazul, se divide entre a vida típica de jovem com uma vida secreta em que não falta ação, violência e sangue. Tudo aparentemente segue sua normalidade na vida de Blutig, até que ela conhece Hades – um vampiro que passa a questionar os pilares da vida da agente e faz com que ela passe a duvidar daquilo que ela sempre acreditou. Detalhe: Após acordar de um coma de alguns meses, Blutig não consegue lembrar detalhes de sua vida antes da organização (quem são seus pais, de onde é, seu nome verdadeiro). É a partir daí que Blutig passa a se ver como o centro da tarefa mais difícil que terá que resolver, descobrindo os mistérios que envolvem sua existência – quem é de fato; por que se sente tão atraída por Hades; o quê Ricardo – seu chefe e dono da Eremitas Urbanos, esconde dela, entre outras tantas perguntas em aberto. 

Com tanto a ser respondido, Patty Kirsche conseguiu criar uma história que mescla romance, fantasia, mistérios policiais e muita ação, mas tudo de forma muito convincente. A sua forma de escrever é totalmente eletrizante. Lendo o prólogo já se sente o entusiasmo que fará parte da trama. O modo concreto e dinâmico de Patty estruturar a história faz com que cada página se torne importante, pois não existe enrolação – quando tu começa a criar uma teoria, a autora ou te dá mais indícios ou faz com que tudo vá por água abaixo. Sem querer, tu também se torna uma agente secreta, uma verdadeira detetive, pegando todo elemento que surge (até mesmo uma simples gatinho) para elaborar as suas respostas. Além disso, o romance que há na história não é meloso, muito pelo contrário. Por isso, com certeza, muitos meninos também iriam adorar Doce Ardor, pois ação é o que não falta. Achamos que quem gosta da série True Blood também vai gostar do livro, já que segue o mesmo tema. 

O título do livro e da série pode ser compreendido antes mesmo da metade da história e, temos que dizer, achamos super criativo e conveniente, pois tem o mesmo tom de mistério e sensualidade que a trama. Ah, e capa é também de autoria de Patty Kirsche que também é fotógrafa. 

Esse livro é mais um exemplo da qualidade dos nossos autores nacionais. Patty Kirsche publicou Doce Ardor – primeiro de uma série - de forma independente, mas nos perguntamos o porquê das editoras não apostarem nesses textos que, em nada, ficam para trás dos internacionais.

By Débora e Alessandra

OBS: O livro é produção independente da autora, mas quem se interessar pode adquirir o livro aqui.

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23 comentários

  1. Parece ser bem bacana!
    Eu também não entendo esse "preconceito" que as editoras têm. Não apostam praticamente nada nos nossos autores. Espero que isso mude com o tempo.

    Nataly Nunes
    http://critiquinha.com.br/

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  2. Estou com o livro aqui em casa, e está na lista ds proximas leituras :) Em breve terá resenha lá no blog também, estou muito ansiosa para ler, agora com esta bela resenha a curiosidade só aumentou. A Patty é uma fofa!

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  3. Gostei... vou procura-lo.
    Beijos e excelente final de semana!

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  4. Amei a resenha! Vocês captaram muito bem a essência da história!

    Podem ter certeza de que no próximo livro a ação e o romance vão continuar!^^

    Só gostaria de lembrar que o livro pode ser adquirido pela internet no seguinte link:
    http://www.clubedeautores.com.br/book/36286--Pimenta_e_Cereja

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  5. Ah Dani, vc também é muito fofa! Estou ansiosa pra saber sua opinião!

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  6. Adorei a sinopse e a resenha, simplesmente nos deixam com água na boca de vontade ler essa aventura emocionante na integra. A história parece ser muito bem construida com riqueza de detalhes estou doida pra ler obrigada pela resenha que me deixou tão curiosa. =D
    E não posso deixar de parabenizar a Patty Kirsche, boa sorte na sua série que começou mega bem e que você consiga em breve uma editora de nome pra publiucar seu livro.

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  7. Ahhh quero muito ler esse livro, os nomes dados pela autora são bem diferentes né? Pena que ao publicar de forma independente, o livro saia um pouquinho mais caro, assim ele precisa ir para o fim da minha lista de leitura :(
    Mas espero logo, logo pode colar minhas mãos nele e me envolver com a estória!

    xx

    Only The Strong Survive

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  8. primeira coisa que eu pensei quando li o título: "seeeeeeedução!"
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA JURO!

    mas enfim, parei.
    Parabéns pela resenha! Fiquei com vontade de ler, mas, nunca vi esse livro em lugar nenhum! :o

    um beijo,
    Júlia, do Making me Dream!

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  9. Deu pra sentir o entusiasmo de vocês nesta resenha que por sinal, de tão bem escrita, pelo visto deixou muita gente com vontade de ler, inclusive eu.
    Bj

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  10. Esse livro parece ser muito bom!!! =DD
    E é verdade, quase não se vê livros brasileiros desse estilo por aí...! As pessoas deviam botar mais fé nos nossos escritores!

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  11. Aione Simões (Mi Simões)13 de junho de 2011 19:40

    Olá!

    Estava devendo um comentário, então aqui estou ^^
    Achei a história e a idéia mto interessantes, e com certeza é um incentivo pra literatura nacional, que quase não tem espaço.
    Parabéns pela resenha, fiquei realmente com vontade de ler!
    E parabéns pelo blog, achei mto fofo ^^

    Beijos!

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  12. Adorei!! Gosto dessas histórias fora do tradicional. O livro parece ser bem intenso e isso faz o leitor prestar atenção nos mínimos detalhes. Muito bacana esse tipo de abordagem!! Deu uma vontade de descobrir o passado da personagem principal. Apesar de ser um livro independente, achei, através da resenha, muito bem produzido!!

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  13. Não conhecia esse livro... mas gostei bastante da sua resenha.Com certeza já está na minha lista para próximas aquisições (: E o melhor é que é independente *o*

    Bjão =^.^=

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  14. Doce Ardor tirou o preconceito que eu tinha em relação ao tema: Vampiros.
    Sempre achei que fosse tudo extremamente "forçado", mas foi ai que conheci Doce Ardor, que no começo não me chamou muita atenção justamente pelo tema. Mas quando você começa a ler as primeiras linhas, se apaixona pela personagem e quer saber qual será o próximo passo dela. É possível viajar para outro lugar com as aventuras de Blutig Pfeffer.
    Parabéns a Patty Kirsche pelo trabalho extraordinário.
    Parabéns pela resenha, vocês deixaram a todos com uma vontade enorme de ler Doce Ardor.

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