“O Mundo de Vidro”
Autor: Maurício Gomyde
Editora: Porto 71
235 páginas
Sinopse: Até onde pode ir a paixão de uma pessoa por outra? Como, quando e por que começa? Até que ponto pode-se cometer alguma loucura para fazer parte da vida de alguém? Quais as consequências da paixão avassaladora incompreendida? Nesse seu primeiro e hilariante romance, Maurício Gomyde retrata o cotidiano de um cidadão normal como tantos que se vê por aí em qualquer canto, tentando responder estas aparentemente simples perguntas. Passeando com extrema facilidade tanto pela liguagem refinada e sutil quanto pela tosca, Maurício Gomyde nos brinda com um livro de leitura fácil e extremamente agradável.
Olá pessoal! Hoje viemos com a resenha do livro “O Mundo de Vidro”, do nosso autor parceiro Maurício Gomyde.
Para sermos sinceras, não sabemos nem como começar a falar desse livro, de tão boa e agradável que foi a leitura dele. Sabem aquelas histórias bonitas, reais, engraçadas e cativantes? Então, tudo isso se aplica a esse livro.
A história tem como tema principal o início do amor entre duas pessoas totalmente diferentes, sendo contada a partir da virada do ano de 1999-2000, quando os personagens ainda não se encontraram. Cada um deles nos é apresentado vivendo esse momento e, a partir daqui, já é possível traçar suas personalidades. Ele, na faixa dos 30 anos, é morador de aluguel, gente boa, mas solitário e com poucos amigos, músico frustrado, funcionário de repartição pública, tímido; Ela, com seus 20 e poucos anos, gosta de esportes e medicina alternativa, corpo escultural, formada em jornalismo e economia, independente, com casa própria, muitos amigos e feliz por estar noiva.
Como se pode notar, as diferenças entre os dois personagens são evidentes e é justamente isso que vai favorecer as tiradas de humor do autor, afinal, como a história gira em torno da construção de um relacionamento (a primeira troca de olhares, a aproximação, a primeira conversa...) , essas características entrarão em choque e as situações de humor estão garantidas. É importante salientar que essas situações não são forçadas e a graça está na forma como os personagens as encaram, nos seus pensamentos, na maneira como se expressam.
A narração é feita em terceira pessoa e os personagens principais não são nomeados pelo autor, sendo chamados simplesmente por “Ele” e “Ela”, o quê, de certa forma, se justifica com a narração distanciada. E isso nenhuma forma prejudica a história, pelo contrário, permite que o leitor se sinta também um observador da vida dos personagens. No início, pode-se até estranhar essa falta de nomeação, mas, com o decorrer da leitura, não saber os nomes dos personagens se torna apenas um detalhe, pois os conhecemos tão profundamente, seus defeitos, inseguranças e qualidades, que se pode dar o nome que quiser. O autor intercala a narração das partes, contando em capítulos diferentes o dia-a-dia de cada personagem até o momento em que seus caminhos se cruzam, o quê nos fez pensar imediatamente em destino (duas pessoas que, a princípio, não tem nada em comum, passam a ser tão importantes uma para a outra a ponto de mudar seu jeito de ser e seus planos).
Outro ponto positivo da história foi a inversão dos papéis. Estamos acostumadas com histórias em que as mulheres são as românticas e sonhadoras enquanto os homens, num primeiro momento, evitam ou fogem do amor. No “O Mundo de Vidro”, ocorre o contrário. É ele quem vai se apaixonar à primeira vista por ela e fazer de tudo para conquistá-la, passando por muitos obstáculos e inseguranças.
Enfim, a leitura desse livro foi extremamente agradável, naturalmente engraçada, mas ao mesmo tempo romântica e delicada (achamos linda a definição do título do livro, feita na metade da história). Impossível não se apaixonar pelos personagens, rir dos seus pensamentos e situações, ficar na torcida e expectativa pelo final feliz... Altamente recomendado!
By Débora e Alessandra
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