Introducing you a Movie: "A Chave de Sarah"

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

FICHA TÉCNICA
Diretor: Gilles Paquet-Brenner
Produção: Stéphane Marsil
Roteiro: Serge Joncour e Gilles Paquet-Brenner
Trilha Sonora: Max Richter
Ano: 2011
País: França
Gênero: Drama

Sinopse: 1942, durante a ocupação alemã na França, na 2ª Guerra Mundial. Sarah Starzynski (Mélusine Mayance) é uma jovem judia que vive em Paris com os pais (Natasha Mashkevich e Arben Bajraktaraj) e o irmão caçula Michel (Paul Mercier). Eles são expulsos do apartamento em que vivem por soldados nazistas, que os levam até um campo de concentração. Na intenção de salvar Michel, Sarah o tranca dentro de um armário escondido na parede de seu quarto e pede que ele não saia de lá até que ela retorne. A situação faz com que Sarah tente a todo custo retornar para casa, no intuito de salvá-lo. Décadas depois, a jornalista Julia Jarmond (Kristin Scott Thomas) é encarregada de preparar uma reportagem sobre o período em que Paris esteve dominada pelos nazistas. Ao investigar sobre o assunto, encontra um elo entre sua família e a história de Sarah.


"A Chave de Sarah" é adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome, da autora Tatiana de Rosnay. A história tem, como pano de fundo, o vergonhoso episódio do nazismo, mas com foco no tratamento dado aos judeus na França - mais especificamente no verão de 1942, quando milhares de parisienses judeus foram capturados e levados ao Vélodrome dHiver (antiga arena de ciclismo, próxima à Torre Eiffel), onde foram mantidos por uma semana antes de serem mandados para Auschwitz. A trama ocorre com a super bem feita mescla do tempo presente e com a volta ao passado através da personagem Julia Jarmond (Kristin Scott Thomas), uma jornalista americana que vive na França com o marido Bertrand, com o qual é casada há mais de uma década e com quem tem uma filha adolescente, Zoe. 

Julia trabalha para uma revista e é designada para cobrir as comemorações do 60º aniversário de Vel dHiv, episódio que, até então, ela nunca tinha ouvido falar. Para escrever sobre tal fato, Julia começa a pesquisar e a revirar os mais diversos documentos, até descobrir que a história tem laços com a família do marido - o apartamento para o qual Julia e Bertrand planejam se mudar pertenceu aos Starzynski, família judia imigrante que vira alvo do interesse de Julia. 

Quando Julia começa a procurar informações sobre a família Starzynski, percebe que a única pessoa que não consta na lista de mortos é Sarah Starzynski, a filha do casal proprietário do apartamento. Com esperanças de ainda ter a possibilidade de falar com a única sobrevivente da família, Julia vai em busca de Sarah, fato que também levará a repensar suas escolhas e vida pessoal, pondo em dúvida seu casamento.Todos os fatos são contados concomitantemente, alternando as histórias de Sarah e de Julia.

O mais interessante neste filme é que, ao contrário das muitas produções que tem a Segunda Guerra Mundial como tema, podemos analisar e acompanhar a vida pós-campo de concentração: como a pessoa tenta lidar com seus traumas depois de muitas perdas e dor e o quão difícil é seguir em frente. Além disso, o filme salienta, de forma sutil, o despertar do lado humano das pessoas mesmo nas piores situações, assim como o da amizade. Vale destacar a atuação de Mélusine Mayance, no papel da pequena Sarah. De forma realista, Mélusine consegue repassar para as telas sentimentos como de agonia, desespero e tristeza, nos convencendo do sofrimento de sua personagem.

Enfim, é um filme tocante e comovente que nos faz refletir tanto por meio da história de Julia quanto através da história de Sarah. Agora ficamos interessadas em aprofundar ainda mais essa história com a leitura do livro "A Chave de Sarah".

Trailer:

By Débora e Alessandra

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2 comentários

  1. Oi meninas!
    O filme parece ser ótimo e eu sequer conhecia o livro que deve ser igualmente fascinante.
    Gosto de histórias que alternam presente/passado, principalmente as que abordam a II Guerra Mundial. Realmente é incomum encontrar filmes/livros que abordam as consequências do pós-guerra nas vidas dos judeus. Geralmente eles se passam antes e durante, não falam muito sobre o depois - até porque, infelizmente, a maioria morreu.
    Dica anotada!
    Beijos!

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  2. Oi meninas!
    Estava conversando com uma amiga minha recentemente sobre esse livro!
    Eu já estava curiosa e adorei saber que há um filme, também. Os comentários positivos de vocês só me fizeram ficar ainda mais interessada.
    Beijão!

    ResponderExcluir

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