"As Violetas de Março" de Sarah Jio

terça-feira, junho 11, 2013

"As Violetas de Março"
Autora: Sarah Jio
Tradução: Ronaldo Luis da Silva
Editora: Novo Conceito
302 páginas

Sinopse: Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio. Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar.
Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta. Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história. Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades. As Violetas de Março é um romance sobre a força do amor, sobre as peças que o destino prega e sobre como podemos ser felizes mesmo quando tudo parece conspirar contra a felicidade.   




Desde que vi esse título entre os lançamentos da Novo Conceito, me apaixonei e acredito que muitos de vocês também! A capa tem diagramação simplesmente linda e a sinopse é convidativa, o que me fez ficar com muita vontade de ler desde o princípio. Assim que chegou (em abril), devorei as páginas e me encantei com o enredo.

O livro aborda a história de Emily, uma jovem escritora que, com apenas um título publicado, alcançou o sucesso e o reconhecimento tão esperados. Entretanto, Emily não se sente realizada profissionalmente e, apesar de se orgulhar de seu livro, sente que ele não reflete de maneira tão genuína seus sentimentos. Agora, ela enfrenta um bloqueio criativo, pois não sabe como atender às expectativas dos fãs e a sua própria vontade de escrever sem barreiras. Como se isso não bastasse, Emily agora também se depara com o término traumático de seu casamento. Não é de se estranhar que toda essa situação acabe por deixar Emily muito abatida e sem motivação e rumo. Para tentar reverter o momento em que se encontra, ela decide ir para Bainbridge Island, pequena cidade onde costumava passar férias com a família quando menina e onde também mora sua tia-avó Bee, com a qual não se encontra há muitos anos, mas por quem nutre muito carinho. Emily pressente que esses novos ares e a volta às origens podem ajudá-la a voltar a escrever e a se encontrar.

Tudo parece normal nesse retorno à cidade. São muitas recordações, histórias e saudades de uma época tranquila, o que parece acalmar Emily por um tempo. Porém, toda uma nova onda de questionamentos começa a se formar quando ela encontra um diário há muito tempo guardado no fundo de uma gaveta de um quarto sem uso.

“Agora, aquele diário. Sim, ele encontrou o caminho até suas mãos. Você precisa continuar a ler, Emily. A história é importante, e você descobrirá por quê.” (pg. 62)

“Não digitei uma única palavra naquela manhã, e estava tudo bem em minha opinião. Havia uma história fermentando em meu coração, a qual eu sabia que iria levar um tempo para se desenvolver. Eu esperaria por ela. Seria paciente.” (pg. 210)

Emily começa a se questionar sobre quem é a pessoa que escreve e quem são todos esses personagens de uma história de amor dolorida e cheia de obstáculos.  É tentando decifrar todo o enigma em que se tornou esse diário que a história de “As Violetas de Março” se dará. Para nós, leitores, o livro se apresenta intercalando tempo presente e passado através dos capítulos onde a voz principal é a de Emily com a história fluindo nos dias atuais e os capítulos onde nos deparamos com as páginas de um diário de 1943, o qual Emily lê (ou seja, descobrimos junto com a protagonista, todas as revelações da história). Achei muito inteligente a forma como a autora interligou esses tempos distintos. Tudo começa a fazer sentido naturalmente, como em um quebra-cabeça onde as peças se encaixam, sem deixar vãos na história. É legal imaginar como nos comportaríamos ao tentar desvendar mistérios que envolvem vidas e gerações e se mostram como mais que simples histórias de um diário, mas que podem responder e revelar segredos de uma família.

“As Violetas de Março” é um romance em que você se apega rapidamente, querendo decifrar e encontrar nas entrelinhas as respostas para a personagem. Apesar disso, é uma história leve e sentimental (algumas lágrimas rolaram), que te faz encontrar em todos os personagens um motivo para que ele seja feliz, além de te fazer viajar para as paisagens descritas (confesso que procurei no Google imagens da cidade ;) ). Com certeza, é uma leitura recomendada e que atendeu às minhas expectativas.


“Deixo-lhe um pensamento, um pensamento sobre o amor que me levou a passar por muitos fracassos: o grande amor perdura ao tempo, à magoa e a distancia. E mesmo quando tudo parece perdido, o verdadeiro amor vive. Sei disso agora, e espero que você também.” (pg. 276)

By Débora


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4 comentários

  1. Dé, esse último quote é um dos mais lindos do livro, chorei horrores quando o li!
    Amei de paixão Violetas de Março e concordo em tudo com você: viajei para a cidadezinha da história, fiquei curiosíssima para desvendar e compreender tudo, e, acima de qualquer outra coisa, me encantei e me emocionei com a história!
    Beijão!

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  2. Parabéns pela resenha! Estou ansiosa para ler As Violetas de Março! Beijo!

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  3. Quero muito ler esse livro.
    Gosto de tramas com diários, :)

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