Introducing you a Movie: "Mary e Max: uma amizade diferente"

terça-feira, agosto 27, 2013

“Mary e Max: uma amizade diferente”
Direção: Adam Elliot
Roteiro: Adam Elliot
Trilha Sonora: Dale Cornelius
Ano: 2009
País: Austrália
Gênero: Drama/Ação

Sinopse: Mary Daisy Dinkle (Toni Collette) é uma menina solitária de oito anos, que vive em Melbourne, na Austrália. Max Jerry Horovitz (Philip Seymour Hoffman) tem 44 anos e vive em Nova York. Obeso e também solitário, ele tem Síndrome de Asperger. Mesmo com tamanha distância e a diferença de idade existente entre eles, Mary e Max desenvolvem uma forte amizade, que transcorre de acordo com os altos e baixos da vida. 




Olá pessoal, tudo bem?! 

Hoje a resenha é do filme “Mary e Max – uma amizade diferente”. Optei por esse filme, pois queria algo
bem leve para assistir e nada melhor que uma animação, não é?! Para minha surpresa, o filme foi muito além do esperado, principalmente por ele trazer uma história densa, cheia de questões que exigem reflexão mais profunda, mas ainda sim com uma doçura singular. Para quem não conhece, o longa metragem é uma animação dirigida pelo australiano Adam Elliot que, em 2004, levou o Oscar de melhor animação por "Harvie Krumpet". Em “Mary e Max”, Elliot repete a fórmula de construir seus personagens com massinha de modelar e gravá-los com perfeição por meio da técnica do “stop-motion”, utilizando cenários que remetem ao clima noir, onde as cores marrom e cinza predominam, com poucos e marcantes toques mais vivos, como o vermelho nos lábios ou adereços. 

“Mary e Max” conta a história dos dois personagens que intitulam o filme. Tudo começa na década de 70, quando Mary Daisy Dinkle, então uma menina de oito anos que vive na Austrália, decide escrever uma carta para alguém que mora na América. A escolha do destinatário é aleatória e ela acaba encontrando o endereço de Max Horovitz, um homem de 44 anos que mora em Nova York. Apesar da conexão entre os dois parecer improvável e inusitada, o que se vê a consolidação de uma bela amizade que se prolonga por anos. Através das cartas, Max e Mary compartilham segredos, dúvidas, sonhos e medos, além de descobrirem muitas afinidades, como a paixão por chocolates, pelo desenho animado “Os Noblets”, além do sentimento de solidão que os dois enfrentam. Enquanto eles trocam cartas, vamos os conhecendo mais profundamente e descobrindo personagens que trazem consigo uma alta carga emocional. 

Apesar de o senso comum nos levar a acreditar que toda animação é direcionada ao público infantil, “Mary e Max” está longe de ser leve e inocente. O filme traz a abordagem de temas delicados e pesados como bullying, solidão, sexualidade, alcoolismo, obesidade, padrões estéticos, intolerância, além de patologias psicológicas como cleptomania, depressão, fobias e síndromes, em especial a Síndrome de Asperger. Certamente, é um filme com temática extremamente rica para se refletir, o que o torna mais que uma mera animação, por isso, apesar de ter classificação etária de 12 anos, ele pode surpreender aqueles que esperam uma animação leve ou “fofa”. 

A inteligência de Adam Elliot ao trabalhar as fatalidades da vida é única, sendo impossível se manter imune aos dilemas dos personagens. O diretor soube dar o tom certo à narração com trilha sonora incrível, pausas e expressões faciais - às vezes caricatas - dos ‘bonecos’, dando tempo para o espectador respirar, absorver e digerir tantas questões. Por outro lado, o filme também pode fazer rir, quando Elliot também lança mão do sarcasmo e do humor negro. É a velha ideia do ‘rir para não chorar’ diante das situações mais complicadas da existência. 


Com certeza, o filme pode render muitas resenhas, pois é possível analisá-lo sob diversos ângulos, mas como a função do blog é só de ‘dar um gostinho’ ao leitor, esta resenha não pode se estender demais nem soltar spoilers. Porém, posso afirmar sem sombra de dúvida que “Mary e Max” é uma animação marcante, excêntrica, encantadora e de alto valor reflexivo e que hoje faz parte de uma das minhas animações preferidas, tanto pela beleza estética quanto pela sua história. Preciso dizer que é um filme altamente recomendado?! 




By Débora

Poderá gostar também

4 comentários

  1. esse filme é uma graça! eu adoro animações (:
    Acho que excêntrica é uma boa palavra para descrever este filme!

    beijos

    tamigarotaindecisa.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Ariádne! Realmente, o filme é uma graça, mas ao mesmo tempo muito profundo! Adorei como o A.Elliot conseguiu desenvolver o roteiro. :)
      Bjos

      Excluir
  2. Esse filme é a coisa mais linda que existe! Amei! E o legal é que ele não é aquela animação para crianças, ele tem um lado reflexivo bastante maduro. Muito bom!

    Um beijo, Livro Lab

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lindo, né Aline! Com certeza, é uma animação longe de ser infantil! Os temas abordados são de colocar muito adulto para refletir!
      Bjos

      Excluir

- É permitido divulgar o endereço do blog/site, desde que seja feito em um comentário a respeito do post.
- Comentários realizados apenas para divulgar blogs/sites/promoções serão apagados.
- Utilize o formulário de CONTATO para avisos a respeito de memes/promoções/parcerias.

Popular Posts

Twitter

Instagram