Introducing you a Movie: "3096 Dias"

segunda-feira, setembro 30, 2013

"3096 Dias"
Direção: Sherry Horman
Roteiro: Ruth Toma; Bernd Eichinger
Ano: 2013
País: Alemanha
Gênero: Drama

Sinopse: Natascha Kampusch, 10 anos, no caminho para a escola, é agarrada e arrastada para dentro da carrinha branca de Wolfgang Priklopil, um engenheiro de telecomunicações desempregado. O raptor não queria um resgate, queria apenas apoderar-se da menina. Sob a sua casa, num bairro residencial de classe média, Priklopil construíra uma cela secreta para a aprisionar. O espaço, de 2 por 3 metros, foi a solitária cela de Natascha durante os próximos oito anos e meio: livros de histórias, bolachinhas e um beijo de boa noite serviram para suavizar a violência, a humilhação e a constante privação de alimentos. Mas Natascha Kampusch não se deixou vergar pelo isolamento, que ao invés a reforçou. Cada dia sobrevivido constituiu para Natascha uma pequena e insubordinada vitória. Em 2006, Natascha conseguiu finalmente fugir e Wolfgang Priklopil suicidou-se.


Olá pessoal, tudo bem com vocês?!

Hoje a resenha que trago é a do filme "3096 Dias". Para quem não sabe, essa é a história verídica do sequestro e cativeiro da austríaca Natascha Kampusch, raptada em 1998, quando tinha apenas dez anos. 3096 dias é o tempo que Natascha ficou sob poder de seu sequestrador, o psicopata Wolfang Priklopil. Apesar de toda a repercussão do caso na mídia e dos esforços policiais, Natascha só reconquistou sua liberdade oito anos após, em 2006, quando conseguiu fugir da casa onde era mantida. Obviamente que a maioria de nós conhece o caso, por tê-lo acompanhado através da cobertura da imprensa quando Kampusch foi libertada. Além disso, recentemente, também fomos expostos a situações semelhantes de cárcere privado de mulheres nos EUA, o que instantaneamente trouxe novamente à tona o caso de Natascha. 


Quando vamos assistir a um filme verídico, do qual conhecemos como as circunstâncias se deram, já estamos previamente preparados para o que veremos. Porém, mesmo sabendo o quão insana é a situação do sequestro e os anos de cativeiro, é impossível não ficar atônito e revoltado com a história de '3096 Dias'. Ao meu ver, o filme, baseado no livro homônimo e autobiográfico de Kampusch, consegue retratar de forma crua as violências física e psicológica às quais Natascha foi exposta. Desde o início, o filme desperta certo 'incômodo' no espectador, acendendo sentimentos e sensações como claustrofobia, angústia, desespero, dúvida e medo paralisante. Inicialmente, conhecemos uma Natascha criança (vivida pela atriz Amelia Pidgeon), que não consegue dormir sem um beijo de boa noite da mãe e que tem medo do escuro.

À medida que cresce, conhecemos o horror da tortura psicológica, a vulnerabilidade e a contradição sentimental que Natascha desenvolve ao ficar anos sem outro contato humano, além daquele do seu sequestrador. Somos expostos à fragilidade de uma menina abusada sexualmente e psicologicamente, espancada, privada de alimentação e roupas, que transparece na tela através do corpo anoréxico de Antonia Campbell - Hugnes, atriz que vive Natascha durante a adolescência. Da mesma forma, conhecemos uma menina que desenvolve lucidez e força sobre-humana, tão necessárias para que sobrevivesse aos anos sórdidos em que permaneceu trancada, sob o bel-prazer de um homem frio, calculista e sem sentimento de culpa - o psicopata W. Priklopil (Thure Lindhardt), que planeja ardilosamente o cativeiro e o sequestro da menina.

Propositalmente, o filme não traz nenhuma explicação psicológica para os fatos, possui poucos diálogos, efeitos de luz e sombra, além de um desenrolar lento, que nos faz sentir a mesma lentidão do tempo que Natascha sentiu ao contar os dias enclausurada em um pequeno quarto sem janelas, no porão de uma casa. São 111 minutos de filme nos quais nos transportamos para a pele de Natascha Kampusch e vivemos a mesma tensão, o mesmo desconforto e as mesmas emoções sentidas por ela e questionamos o quão cruel e forte pode ser o ser humano. Enquanto assistia o filme, me vi sentindo as mesmas sensações que tive ao ler o livro "Quarto", que trata igualmente do tema sequestro/cárcere privado. Tive o mesmo momento de reflexão ao terminar o filme, de ficar pensando e repensando o ilusório sentimento de segurança, que parece tão frágil quando somos expostos a esses casos. Recomendo a todos o filme, assim como a leitura do livro. 



By Débora

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2 comentários

  1. Nossa, esse filme deve despertar mesmo mil sensações com história tão forte! Fiquei curiosa!
    Abraço
    Ana Paula

    ResponderExcluir
  2. Verdade, Ana Paula! O filme acaba e a gente se pega, por alguns minutos, refletindo a respeito da história de Natascha! Vale a pena conferir!
    Bjos

    ResponderExcluir

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