Introducing you a Movie "A Menina que Roubava Livros"

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

“A Menina que Roubava Livros”
Direção: Brian Percival
Roteiro: Michael Petroni, Markus Zusak
Ano: 2014
País: EUA e Alemanha
Gênero: Drama



Sinopse: Adaptação de obra homônima de Markus Zusak, A Menina que Roubava Livros conta a história da jovem Liesel Meminger, uma garota que vive com os pais adotivos na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Apaixonada por livros, ela acaba desenvolvendo o hábito de "roubar" obras para ler para o amigo Max, um judeu que mora clandestinamente em sua casa.



Olá pessoal, tudo bem?!

“A menina que Roubava Livros” era uma das estreias cinematográficas que mais aguardava para esse ano.
Apesar de sempre sentir certo receio com os livros adaptados para o cinema, desde que o primeiro pôster do filme foi divulgado, minha curiosidade sobre a versão cinematográfica foi despertada. Quando vi o trailer, então, decidi dar uma chance ao filme, mas não quis criar muita expectativa, até mesmo porque sei das limitações em transformar um livro em filme, nesse caso específico, transformar quase 500 páginas em 2 horas de longa. Com a sua versão literária, a obra de Markus Zusak, publicada em 2006, se tornou best-seller, fenômeno no mundo inteiro, fato que justifica inclusive o sucesso que vem sendo obtido nas bilheterias de cinema.

Quando li o livro, a história e os personagens me cativaram profundamente e, até hoje, estão muito claros na minha cabeça. Para quem não leu o livro (resenha aqui), “A Menina que Roubava livros” se desenrola na Alemanha nazista, no auge da Segunda Guerra, e conta a história de Liesel Meminger, uma menina de 10 anos que despertou a curiosidade da Morte (narradora do livro) logo no primeiro encontro entre ambas, quando Liesel, pela primeira vez se depara com a perda de uma pessoa querida – seu irmão mais novo.  Ela e o menino eram levados pela própria mãe, comunista, para serem cuidados por um casal de meia-idade, Hans e Rosa Hubermann, na pequena cidade de Molching, na Rua Himmel (traduzida no filme para “Rua Paraíso”).

Com a morte do irmão, Liesel acaba chegando sozinha a essa casa de estranhos, mas logo desenvolve uma forte relação de carinho, especialmente com o pai adotivo, homem amoroso e compreensivo, e de amizade com o vizinho Rudy Steiner. Aos poucos, ela passa a se sentir em casa e amada, superando aos poucos a morte do irmão e a saudade da mãe. Sua única lembrança e conexão que ela possui com os dois é um livro – O Manual do Coveiro – que ela encontrou durante o enterro do irmão. A relação com esse objeto é essencialmente sentimental, muito embora o desejo de saber o que esse livro traz em suas páginas comece a se fazer presente. 

Curiosamente, Liesel não sabe ler e conta com a ajuda do pai para descobrir as palavras e o prazer por elas acaba sendo a razão da busca por novos livros, adquiridos, em sua maioria, de forma um tanto ilegal. Porém, a tranquila vida familiar muda bruscamente quando o casal Huberman passa a esconder, no porão de casa, Max Vandenburg, um jovem judeu que chega até eles como um velho favor para ser saldado por Hans. O fato de esconderem um judeu em casa transforma a rotina dos Hans, Rosa e Liesel, que se unem ainda mais para conseguir manter esse segredo a salvo. No filme,dão vida aos personagens os atores Sophie Nélisse (Liesel Meminger), Geoffrey Rush (Hans Huberman), Emily Watson (Rosa Huberman), Nico Liersch (Rudy Steiner) e Ben Schnetzer (Max Vandenburg).


A história em sua versão literária é bem mais densa e cheia de pormenores que não aparecem no filme. Neste, quem leu o livro percebe facilmente a omissão de certas passagens e algumas mudanças substanciais para interligar mais facilmente os fatos e evitar explicações mais profundas que o tempo de duração do filme não permite. Apesar de entender essas mudanças, eu, particularmente, fiquei com a sensação de que ficou faltando algo. Primeiramente, senti falta da narração poética feita pela Morte (sempre imaginei como uma entidade feminina) que, apesar de ter sido mantida no filme, teve papel coadjuvante e não central na narração da vida dos personagens, ficando superficial e desconectada da história. 

Além disso, senti certa suavização dos horrores da guerra à nível socioeconômico. No livro, a pobreza dos personagens é bem mais evidente, fato que, na minha opinião, poderia ter sido mais explorado no filme. Mesmo assim, considerando as diferenças entre as linguagens cinematográficas e literárias, acredito que a adaptação para o cinema tenha sido muito bem feita. A essência e a beleza de “A Menina que Roubava Livros” se manteve no longa, as principais passagens foram apresentadas, o elenco escolhido foi de primeira, a fotografia e a trilha sonora estão impecáveis. Portanto, apesar de o filme não ser 100% fiel ao livro, a adaptação, ao meu ver, consegue atender aquilo a que se propõe, sendo uma ótima obra cinematográfica. Apesar disso, recomendo a quem gostou do filme que leia o livro também, pois esse sim é excelente.


By Débora

Poderá gostar também

4 comentários

  1. A adaptação ficou muito boa, mas realmente, não tinha reparado tanto nisso que você falou sobre a morte ter ficado como coadjuvante, mas é verdade. Ficou meio que solto, tipo, tem um cara no fundo falando aleatoriamente em algumas cenas, mas não que dê um grande impacto por ser ~a morte. Mas a história em si eu achei até melhor no filme, porque infelizmente não gostei tanto assim do livro como você, e achei que muitas partes eram bem arrastadas, portanto o filme acabou ficando mais agradável..

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sou meio suspeita pra falar, pq amei o livro qndo li! Apesar disso, gostei bastante do resultado da adaptação... achei o filme lindo!
      Bjos

      Excluir
  2. Eu gostei bastante da adaptação, me emocionei bastante enquanto via no cinema. Li o livro faz um bom tempo então não me recordo direito da história mas quero reler assim que possível já que é um dos meus livros preferidos <3

    Beijo,
    Naty - Just Books.

    ResponderExcluir

- É permitido divulgar o endereço do blog/site, desde que seja feito em um comentário a respeito do post.
- Comentários realizados apenas para divulgar blogs/sites/promoções serão apagados.
- Utilize o formulário de CONTATO para avisos a respeito de memes/promoções/parcerias.

Popular Posts

Twitter

Instagram